Depois de alguns meses recebendo algumas dicas de amigas ela começou a se vestir um pouco mais compatível com uma jovem de 18 anos, mas ela era muito recatada e quando a gente saia ela bebia, mas se gabava de nunca ficar “bêbada”. Ela era toda certinha e falava sempre baixo. Uma menina de berço, família religiosa e estava conhecendo uma nova realidade aqui no Brasil.
A Susan nunca tinha ido a um baile de carnaval e aquela seria uma ótima oportunidade.

Logo na primeira noite ela apareceu com um vestido ou “beca” da Roma antiga. Um traje bem legal com um ombro de fora. Antes de irmos para ao clube passamos na casa de um amigo para dar uma calibrada e quando chegamos começamos a beber caipirinha e cerveja. E perguntei para Susan:
- Susan, você não vai beber nada?
- Vou, mas você sabe que eu não fico bêbada nunca.
-Mas você quer ficar bêbada?
- Quero, mas não fico!
- Se você quiser, eu faço com que você fique bêbada, mas vai ter que fazer exatamente o que eu te mandar e se você não ficar bêbada eu não me chamo Marcos.
- Tá ok, combinado!
Ai eu dei um copo de pinga pura para ela e todos se reuniram ao lado dela e começaram a cantar “vira – vira – vira”. A galera quer ver o circo pegar fogo. Na seqüência uma lata de cerveja e uma dose de whiskey. E nem bem ela terminou de tomar essa “carga” de álcool virou para mim e perguntou: - Ei como você chama heim?
Claro que era provocação, mas não me deixei abater e dei outro copo de pinga para ela. Mais uma cerveja e mais uma dose de whiskey. E mais pinga, cerveja e whiskey. E seguimos a pé para o clube.
Nessa altura a Susan já estava bastante enturmada com um amigo e quando chegamos ao clube perdi a Susan de vista e entrei no espírito da festa. Sabe salão de carnaval todo mundo dançando em um sentido, girando como se fosse uma grande “roda”.
Passado algum tempo minha amiga virou para mim e disse:
- Marcos, por acaso aquela não é a Susan no meio do salão?
Eu olhei e nem acreditei no que via. A Susan agarrada no meu amigo dançando e aquela fantasia de romana com somente um ombro ficou muito mais interessante. Pois conforme ela pulava no meio do salão um dos peitos ficava para fora do vestido e ela nem percebia. Estava bêbada!
Logo eu continuei me chamando “Marcos”.

