sexta-feira, 12 de junho de 2026

A Itália que Nunca Partiu

 

A Itália que Nunca Partiu: Um Conto de Raízes, Polenta e Destino

A última vez que escrevi aqui, o mundo era outro. Em 2021, a Inteligência Artificial ainda parecia coisa de cinema e eu não imaginava que, para falar do futuro, eu precisaria mergulhar tão fundo no passado. Hoje, o blog desperta de um sono de cinco anos para falar de algo que nunca dormiu: as minhas raízes.

Dizem que o sangue italiano não corre nas veias; ele ferve. E no meu caso, essa fervura começou com um homem que eu nunca abracei, mas que conheço pelo olhar dos que ficaram. Pietro Andrin, meu bisavô, partiu cedo demais, deixando para trás um rastro de histórias que meu avô e meu pai guardaram como quem guarda uma relíquia.

Por muito tempo, a Itália era para mim um mapa distante, uma cidadania no papel. Mas o destino tem formas curiosas de nos "dar um tapa" de realidade. Foi só quando pisei em solo italiano e senti o peso da história sob meus sapatos que a ficha caiu: eu sempre vivi na Itália, só não sabia disso.

O Idioma Invisível e o Aroma do Lar

Ao olhar para trás, percebo que meus avós maternos nunca cruzaram a fronteira de volta, porque eles trouxeram a fronteira com eles. Eles nunca deixaram de ser italianos. Estava no jeito de dobrar a gola da camisa, na forma passional de gesticular durante uma conversa e, claro, nas palavras que ecoavam na nossa mesa.

Na minha família, a gente não falava apenas português; a gente falava um dialeto de afeto. Palavras que eu achava que eram "coisa de casa" revelaram-se, anos depois, pedaços vivos de um idioma milenar. E a culinária? Ah, a culinária é a maior fofoqueira das nossas origens. A macarronada de domingo não era apenas um prato; era um ritual de convocação. A polenta e o vinho foram os fios invisíveis que costuraram minha infância à terra de Pietro.

O Encontro em Vicenza

Sempre me perguntei: "Por que meu avô saiu de lá?". A resposta racional eu já sabia — a Itália de outrora era uma mãe sofrida, atravessando tempos de escassez e dor. Ele veio buscar o pão, mas trouxe o fermento da cultura.

Recentemente, fiz o caminho inverso. Fui a Vicenza, a cidade onde ele nasceu. Caminhar por aquelas ruas foi como folhear um álbum de fotos em 4D. Vicenza é um berço de história, onde cada pedra parece ter uma memória para contar. Passei por praças e ruelas onde tenho a certeza absoluta de que ele também passou, talvez com os mesmos sonhos de um jovem que olha para o horizonte sem saber que o seu legado atravessaria o oceano.

O Próximo Capítulo: O Retorno

Hoje, sinto que a Itália mudou. Ela é moderna, vibrante e diferente daquela que meus antepassados deixaram. Mas o sabor do vinho e o calor da polenta continuam os mesmos, servindo de bússola para o meu coração.

Neste mês, as malas estão prontas novamente. Volto para lá a passeio, mas com um olhar diferente. Minha esposa também carrega essa herança italiana e, como não temos filhos, o horizonte parece mais aberto do que nunca. Quem sabe, em um futuro não muito distante, a terra de onde Pietro e meus avós saíram para "tentar a vida" não se torne o lugar onde decidiremos "viver a vida".

Afinal, a Itália nunca foi embora de nós. Ela apenas esperou pacientemente que estivéssemos prontos para voltar para casa.

segunda-feira, 15 de janeiro de 2024

TRAVADO NA ESCRITA

 Muita vontade de escrever e colocar um monte de ideias e histórias para fora.


Mas algo mais forte que eu me impede. Eu não quero perder esse blog que tem tanta coisa legal que ja escrevi.

Acho também que o mundo mudou. Ninguém quer mais ler conteúdos que não seja "rápido" e tenha milhares de seguidores.


Mas de 2020 para cá tanta coisa aconteceu, tanta coisa legal para compartilhar e essa "Trava" que me impede de vir aqui e escrever.


Fica aqui meu desabafo!

terça-feira, 30 de março de 2021

2020


 


Quem diria?

Lembro como se fosse hoje o quanto desejei que 2020 começasse, sabe alguma coisa me dizia que 2020 seria "O" ano.

As pessoas faziam projeções incríveis, estávamos vindo de um ano bom, mas que só esperava a virada para tudo que projetávamos se concretizasse.

Lembro que usei uma camiseta listada no Reveion, a ideia era não ficar preso a cores, porque teríamos tudo de melhor em 2020.

Isso tudo seria fato se eu tivesse ao invés de investido em um Escola de Inglês, tivesse investido em uma pequena fabrica de luvas descartáveis, ou mascaras para uso hospitalar.

Nem preciso contar como a coisa virou, mas das mazelas de 2020 todos nós sabemos e não é isso que quero focar nesse texto. 

Quero falar de 2020! O ano que apesar de ser talvez um dos mais importantes da história é por muitos considerado o ano que não existiu. O ano que vivemos e queremos esquecer.

Creio que a frustração veio junto com a pandemia, porque as pessoas não se conformaram do que estava acontecendo. 

Pude presenciar posturas egoístas, sabe aquelas pessoas que tem muito dinheiro? Então elas falavam; "eu só saio de casa quando a coisa acabar leve o tempo que levar", fazendo com que aqueles que precisavam sair se sentir mal. Alguns diziam... "vou ficar na fazenda"!

Outros diziam; "que bom, vou poder ficar mais com meus filhos!!!!"

Seria cômico se não fosse trágico. 

Os ricos se encheram de ficar em casa, de não poder "curtir" sua fartura e acabaram surtando e saindo para ir ao psiquiatra pedir remédio. Porque ao se imaginar vulnerável por um vírus e morrer deixando tudo que juntou?!? Ahhh piraram!!!

Os pais que queriam curtir tanto os filhos entenderam que, o vídeo game é a melhor babá em tempos de pandemia, passou rápido a vontade de ficar 24hs com uma criança demandando e detalhe, as vezes tendo que trabalhar home office.

Tiveram que estudar matemática e português para tentar explicar para eles...

Enfim, um ano para esquecer. Festas que não aconteceram, viagens que não aconteceram, encontros que não aconteceram... a as pessoas se afastando cada vez mais umas das outras.

Em 2021 o cenário está tão ruim quanto, mas já existe o conformismo de muitos... E na sua maior capacidade de tentar se reinventar, as pessoas já fazem novamente planos para viver o que não viveram em 2020!

Viva a superação... mas isso só é possível com fé e Oração!

quinta-feira, 17 de dezembro de 2020

 



Olha... estou até emocionado... Eu tenho este blog desde 2010, tive tantos momentos bons de reflexão aqui, conheci tantos outros blogs que me trouxeram tanto conteúdo e não sei porque perdi totalmente o acesso.

São 8 anos sem escrever nada aqui... nossa quanta coisa passou nesse tempo, quantas pessoas vieram e quantas pessoas foram mas o mais importante são as que estão juntas e que vieram e que ficaram.

Tenho tantos assuntos para escrever, coisas alegres coisas nem tanto... posso elencar aqui alguns assuntos que quero abordar.


1) Trabalho

2) Perdas de pessoas queridas

3) Viagens

4) Minha cidadania Italiana

5) Meus projetos

6) Os mocinhos(as)

7) Os vilões (ãs)

Tá afim de ir comigo nessa jornada???

Bem estou feliz de reencontrar este meu blog, só que agora que as pessoas tenham acesso a ele.


quinta-feira, 26 de julho de 2012

MEU DIPLOMA


Apesar de náo escrever sempre no meu blog acabo lendo os blogs de alguns amigos.

Hoje quero registrar um momento muito legal na minha vida, eu fiz um MBA e terminei ha 2 anos, mas nao tinha pegado o diploma e quando veio estava errado e ficou e ficou e ficou pra tras.

Ate que me mandaram um email para ir retirar, e la fui eu!

Nossa foi um sensacao otima! Sabe aquela coisa de "Putz eu fiz eu consegui". So que ja fez uma empreitada dessa sabe como é. Inclusive a maioria da turma ainda nao retirou o documento.

Mas retardado que é retardado procura sempre sarna pra se coçar e lá vou eu.... dia 31 começo uma especializaçáo na UNICAMP em marketing organizacional. Mais 2 anos de pauleira. Mas agora chega, termino esse e encerro, nesta vida o meu ciclo de estudos.

Quem sabe isso tudo me dá um retorno, o MBA já me garantiu um novo emprego e melhores condiçoes e que essa especializaçao também de uma força.

Meus amigos, quero voltar a escrever, quero voltar pra academia e quero mais um monte de coisas, mas existe uma formula para conseguir isso de maneira objetiva.

Abraço e até a próxima.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A origem O Quinto Dos Infernos




O "QUINTO DOS INFERNOS": 

 O texto abaixo copiei de um email, achei tão bom que quis compartilhar:

Durante o Século 18, o Brasil-Colônia pagava um alto tributo para seu colonizador, Portugal.

Esse tributo incidia sobre tudo o que fosse produzido em nosso País e correspondia a 20% (ou seja, 1/5) da produção. 

Essa taxação altíssima e absurda era chamada de "O Quinto". Esse imposto recaía principalmente sobre a nossa produção de ouro. 

 O "Quinto" era tão odiado pelos brasileiros, que, quando se referiam a ele, diziam "O Quinto dos Infernos". E isso virou sinônimo de tudo que é ruim. 

 A Coroa Portuguesa quis, em determinado momento, cobrar os "quintos atrasados" de uma única vez, no episódio conhecido como "Derrama". 

Isso revoltou a população, gerando o incidente chamado de "Inconfidência Mineira", que teve seu ponto culminante na prisão e julgamento de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário IBPT, a carga tributária brasileira deverá chegar ao final do ano de 2011 a 38% ou praticamente 2/5 (dois quintos) de nossa produção. 

Ou seja, a carga tributária que nos aflige é praticamente o dobro daquela exigida por Portugal à época da Inconfidência Mineira, o que significa que pagamos hoje literalmente "dois quintos dos infernos" de impostos... Para quê?

Para sustentar a corrupção? Os mensaleiros? O Senado com sua legião de "Diretores"? A festa das passagens, o bacanal (literalmente) com o dinheiro público, as comissões e jetons, a farra familiar nos 3 Poderes (Executivo/Legislativo e Judiciário)?!? 




Nosso dinheiro é confiscado no dobro do valor do "quinto dos infernos" para sustentar essa corja, que nos custa (já feitas as atualizações) o dobro do que custava toda a Corte Portuguesa! E pensar que Tiradentes foi enforcado porque se insurgiu contra a metade dos impostos que pagamos atualmente!!!!! E ESTAMOS SEM FAZER NADA A RESPEITO, ou seja se voltarmos para os "quintos dos infernos" pagaremos menos impostos, só neste país de bananas mesmo.

E esta foto final é só para deixar você que está lendo inconformado porque o "dono" desse dinheiro que foi de propina não foi condenado por falta de provas.



terça-feira, 21 de junho de 2011

A bolinha



Perder um ente querido não é facil mesmo quando o cenário já é anunciado por uma enfermidade e somente quem já passou por uma situação dessa sabe o que estou falando. Receber o apoio em um momento tão dificil da sua vida é um alento que não tem preço.


Quando perdi meu pai, após um período de doença, um dos seus amigos que gostava muito dele foi uma figura fundamental para dar apoio a família e facilitar um momento difícil. Ele era mais jovem que meu pai, militar do exército, muito influênte em diversos setores dos orgão públicos da cidade.


Meu pai era um homem muito conhecido e todos sabiam que seu velório teria centenas de pessoas e a logística junto aos orgãos de trânsito foi toda coordenada pela influência do seu amigo, Eli.


Sua presença foi marcante não só naquele momento dificil, mas também quando, após isso se mobilizou junto a câmara dos vereadores para homegeá-lo, dando a ele o nome de um praça da cidade. O que após mais de 7 anos foi conseguido em dezembro de 2010.


Sempre encontrava o Sr. Eli na Igreja e ele muito alegre, ágil vinha até mim para poder me dar um abraço. Ele tinha aquela aura de servir. Muitas vezes, quando recebia algum militar de alta patente na escola de cadetes do exército, onde ele era emérito, procurava a minha empresa para emprestar alguns carros de luxo para levar os oficiais. E sempre conseguia a autorização para liberar esses carros.


Um dia veio a notícia, que esse querido amigo teve um AVC, que havia paralisado metade do seu corpo. Algo inaceitável para um homem tão ativo e que vivia a vida. Eu fiquei arrasado, pois sei que a mobilidade é fundamental a todos, mas para ele simplesmente era tudo.


Como forma de motivá-lo, comprei uma pequena bolinha macia, prápria para exercícios fisioterápicos e deixei em cima da prateleira do meu escritório para levar para ele. A vida é corrida, e sempre aquela bolinha ali me lembrava que tinha de leva-la para o meu amigo, uma forma simples de apoio e uma visita também.


Enfim, não deu tempo para levar a bolinha até ele. Essa semana ele faleceu!, Alias fui omisso e sempre achei estava muito ocupado e desculpas atrás de desculpas. Sei que ele sabia que eu gostava dele, mas perdi a oportunidade de mostrar isso a ele. Assim, a vida nos faz entender o jargão "não deixe para amanhã o que pode fazer hoje" é porque você mesmo pode ser o maior prejudicado.

Adeus meu amigo Eli, e obrigado!


terça-feira, 31 de maio de 2011

Pernil de Porco





Eu não sou muito de ficar falando de comidas e pratos especiais e nem que estou morrendo de vontade de comer algo. Não sou "gourmet", mas gosto de coisas boas.


Nunca fui de desejar esse ou aquele restaurante, de babar e querer comer "aquela" sobremesa ou prato em especial, mas para algumas coisas ou melhor, para alguns pratos, devo tirar o chapéu.


Esse prato acima foi deliciosamente apreciado no restaurante Portugalia em Portugal quando lá estive este mes. Na realidade esta escrito Pernil de Porco, mas fato é joelho. Absurdamente delicioso e derrete na boca.


Uma coisa que posso falar de Portugal é que comi muito bem! Apesar de que quebrei a cara em duas ocasioes. Primeiro foi em um restaurante que tinha lula negra. Pedi o prato e quando ele chegou, tirei uma pequena fatia das 3 lulas que pairavam ali bem expostas no prato.... e na mesma vinda do garçom a mesa, o prato foi embora com ele.... impossível comer.


E outra foi em um restaurante Alentejano, inclusive considerado pela quatro rodas, como o melhor restaurante de Portugal. O restaurante da D. Gertrudes. Meu amigo que me convidou escolheu o prato. Iscas de Porco. Ele perguntou se eu gostava.... Bem iscas, eu imaginei como se fossem pequenos pedaços de carne de porco... Bem, tratava-se de figado de porco bem temperado e grelhado. Ainda bem que tinha uma couve e um pure de batatas.


Mas tirando fora os foras que eu dei, comer em Portugal é muito bom! Esse prato acima deixa saudades. Quem for para lá, não esqueça de provar.


sexta-feira, 27 de maio de 2011

A Injustiça do Trabalho




Voltei, assim sem mais nem menos para escrever.


Alias, eu estava acompanhando o blog do Bau do Jamal e meu nome estava lá, como o blog que escreveu algo há mais tempo! 3 meses sem escrever!


Eu tava sem inspiração e muita coisa acontecendo de novidade na minha vida, eu tive algumas ideias, mas sem inspiração para escrever. Mas eu quiz registrar aqui um fato da Injustiça do Trabalho!


Eu tive uma funcionária que me roubou! Ou em termos técnicos, apropriou-se indevidamente, pois estava responsável pela guarda do caixa da empresa. Foi um rombo feito ao longo de varias semanas ou meses, não sei precisar ao certo, mas quando ela saiu de licença maternidade a sua "comparsa" não conseguiu acobertar e tudo foi descoberto.


Vinte mil reais que eu tive que honrar para não me prejudicar. Fiz a dispensa por justa causa da funcionária, que inclusive assinou uma confissão, e a outra que estava de licença maternidade, foi dispensada também por justa causa assim que voltou ao trabalho. Afinal como confiar nela?


Fiz a notificação na polícia e após o inquérito foi a julgamento.


Mas para quem já tinha feito o que fez, a que estava de licensa maternidade resolveu entrar com uma ação contra a minha empresa na justiça do trabalho, alegando que não poderia ter sido dispensada por estar em estabilidade pós gravidez.


Bem, ela perdeu tudo que pediu. Mas o juiz trabalhista entendeu que eu não poderia ter mandado embora por justa causa, porque o processo criminal não tinha condenado ela. Ou seja a justiça criminal foi mais lenta que a trabalhista. E quando é que vai dar para mandar embora por justa causa? Eu já sabia o que tinha acontecido e também tinha documentos com assintaura dela. Totalmente ridiculo a logica do juiz.


E o juiz do trabalho me condenou a pagar as verbas rescisórias! Equivalente a 15 vezes o que ela ganhava! Totalmente sem proporção, porque se eu tivesse pago as verbas rescisórias dela, ela não receberia mais do que 3 vezes o salário dela.


Passados alguns meses, a justiça criminal deu a sentença! Condenadas (as duas) a 2 anos e 7 meses de reclusão. Tempo esse que nunca será cumprido por conta dos benefícios da justiça aos condenados sem antecedentes! Ou seja roubar uma vez pode!


Estou relutando a pagar esse valor trabalhista para ela, mas não vai ter jeito! Vou ser mais uma vez prejudicado.


A Justiça é cega, mas as injustiças nós vemos!


sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

Ciclos


E assim, fecho mais um ciclo!

É interessante como podemos dividir a nossa vida em ciclos. Existem os ciclos de estudo, pois a cada etapa da nossa vida acadêmica consideramos um “ciclo” novo. A própria estrutura de ensino faz uma divisão prévia.

Outros ciclos que temos são os do crescimento. A fase da infância, da pré adolescência, da própria adolescência, da vida adulta, da maturidade e a fase da “melhor idade”, esse ciclo, fecha com a morte.

Os ciclos das amizades, os ciclos das modas, os ciclos dos interesses como cinema, esportes e os ciclos do trabalho.

Quando somos jovens, nossa vida profissional é ainda uma grande incerteza. Arrumamos um emprego aqui, outro lá, e assim vamos abrindo e fechando ciclos. Quando estamos mais velhos, esses ciclos profissionais tomam mais intensidades.

Eu fechei muitos ciclos na minha vida profissional, alguns por minha livre e espontânea vontade outros por contingência do destino e outros alheios a minha vontade.

Hoje, eu encerrei um ciclo de seis anos e dois meses na empresa que estava trabalhando. Evidente que mesmo saindo para um novo desafio, para novas perspectivas e possibilidades melhores de trabalho, deixo uma história para trás e assim fecho mais um ciclo.

Que venha o próximo! Novo! Cheio de vida! Vida Nova! Assim, como o sol se põe todas as noites, as matizes do sol nascendo encantam com o frescor da manhã. E o cheiro de vida nova toma nossa existência.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Só pra lembrar que existo.

Tá Bom, eu sei que ando fugido do meu blog, mas eu vi esse video e me deu muita vontade de compartilhar com meus amigos dos blogs. Só para lembrarem que eu existo...

Espero que vocês gostem.


segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Mi Buenos Aires Querido!



Quanto tempo que não blog, que estou com saudades dos meus amigos aqui. Obrigado por todas as mensagens recebidas no meu ultimo post que faz um tempão mas eu estava precisando de umas férias merecidas.

Eu não sei se acontece com quem está lendo agora, mas chega um momento que o trabalho não rende. Eu fui muito “workaholic” e acabei acumulando duas férias e mais outras duas que não tirei inteira. Isso faz mal, se você estiver fazendo isso, pare já!

Mas não estou postando hoje para falar das mazelas de férias não tiradas e do stress todo que acumulei nesses anos todos, esse vai ser outro post no futuro.

Quero compartilhar a grata surpresa que tive ao visitar Buenos Aires. Claro que tive uma ajuda ENORME da dona do Blog atitude que me deu dicas ótimas sobre a cidade e sobre lugares para ir e os “macetes” todos para fazer um turismo seguro.



Buenos Aires é uma cidade linda, limpa, com uma arquitetura super bonita, com avenidas largas e arborizadas. Lugares e passeios ótimos, muito vinho, gente bonita e preços relativamente bons! Difícil ter que dizer, mas a Argentina me surpreendeu e eles têm do que se orgulhar. Mas eles sabem que “se acham” mais do que o resto da America latina e estão mordendo uma corrente porque o Brasil está com uma economia estabilizada.

Quarenta por cento do turismo deles vem dos brasileiros (dados da revista Veja). Estava eu belo e formoso andando pela Calle Florida, uma tradicional rua de lojas com muitos turistas onde os “camelôs” locais oferecem shows de tangos e restaurantes da região quando um cara vendendo não sei o que, me abordou falando em inglês. Por certo me tomou por turista que não fosse latino americano. Ele perguntou:

- Hi there, where are you from?

Eu respondi, Brasil!

Ele transfigurou e disse: - Queria que a Argentina estivesse tudo muito caro para nenhum Brasileiro pisar mais aqui!

Enfim, uma demonstração de racismo e preconceito que eu jamais havia provado! Admito que me fez refletir a situação toda. Fiquei incomodado, mas conformado pois afinal nos somos mais de 190 milhões e devemos ter um numero muito maior de brasileiros maltratando Argentinos.

Em contra partida, varias demonstrações de civilidade e educação, tiraram essa imagem. Varias vezes minha esposa teve o lugar cedido no metro por alguém que estava sentado (claro que perceberam que éramos turistas). Varias vezes abriram a porta dando a vez para ela passar. Então mais créditos do que débitos no período que lá fiquei.

Um passeio que recomendo para quem quer visitar uma cidade agradável com bons vinhos e bons restaurantes (apesar que sofri para entender o cardápio deles), mas esse assunto vai para outro post.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Quem tem Atitude?


Eu lendo o blog do Bau do Jamal http://eleojamal.blogspot.com/2010/11/meu-mundo-blog.html resolvi escrever este post e pegar o gancho.

Quando comecei a escrever no blog estava meio desanimado e a dinâmica ficou meio confusa justamente pela variedade de estilos de blogs existentes. Mas logo fui me acertando. Eu tenho a possibilidade de diariamente cometar os textos dos blogs pessoalmente com o Jamal (Rafael) e falamos das pessoas e dos blogs como se fossem pessoas conhecidas. E elas são!

Realmente é incrivel como nossos amigos do blog são tão reais e presentes em nossas vidas. Como é gostoso poder mergulhar nas mais diversas vidas de pessoas das mais diversas origens e com as mais diversas experiencias de vida.

Eu agradeço a Deus por dar possibilidade da tecnologia me fazer viajar por tantos lugares. E conhecer tantas pessoas.

Por conta de uma pessoa ou melhor de um blog http://atitudesubstantivofeminino.blogspot.com/search/label/Buenos%20Aires falando sobre Buenos Aires, Argentina eu estou indo dia 16 de novembro para ficar uma semana lá. Olha, a dona do blog é fantástica, escreveu emails otimos dando dicas otimas... tudo anotado e impresso. Até o apartamento, o local e a agenda ela me ajudou.

Meu agradecimento público a você dona do blog atitude, que vou respeitar e não falar o nome real, obrigado por toda ajuda dada de forma incondicional.

Recomendo que conheçam esse blog tão original e vivo, sem firulas e compartilhem a familiaridade do dia a dia dela pois ela tem atitude. E quem quiser saber da Argentina não perca a oportunidade de ler os posts dela. E quem quiser acompanhar um blog gostoso também.

Em breve retomarei a periodicidade de escrever aqui, minha ideias estão borbulhando... mas mesmo não estando tão frequente, tenho certeza que meus amigos de blog estarão sempre aqui.

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Luz, Câmeras, Ação!


Minha cabeça deve estar lesada. Só pode ser essa a justificativa por não escrever esses dias. Eu já cheguei a pensar que poderia ter uma coluna diária sobre os assuntos do cotidiano mas escrever com compromisso é diferente. Passa a ser obrigação e ai você fica no stress.

Meu respeito aos colunistas que escrevem diariamente em jornais, sites e outros, pois você tem que estar totalmente antenado para não escrever muita bobagem. Tudo bem que tem gente que escreve bobagem, mas não duram muito na midia.

Outro profissional que também merece meu total respeito são os atores e atrizes de teatro e tv. Não somente os famosos mas esses que fazem comerciais de TV que na realidade não estão o tempo todo na midia. As vezes vão fazer somente um free lance.

A maioria das pessoas que me acompanha no blog sabe que eu trabalho com carros. E já faz 6 anos que eu faço os comercias da loja ou melhor, que faço a divulgação no shop tour e tv local de programas de venda de carro. Eu não faço oferta, faço o Institucional.

Por conta dessa familiaridade com as cameras e por ser uma figura já conhecida, a agencia de marketing resolveu fazer um comercial nos cinemas e tv aberta da região, com este rostinho lindo que Deus me deu (bazinga!).

Lá fui eu todo pimpão sexta passada gravar 55 segundos. Não poderia ser 60 segundos e nem 53 segundos, teriam que ser cravados 55 segundos. Olha eu não sou piloto de formula 1 que controla "décimos" de segundo. Cenário escolhido, roteiro escolhido e 3 atores profissionais para interagir comigo e ai começou a epopéia.

Cronometro em mãos, cameras, luz e uma equipe de 10 pessoas. O calor comia solto, e comecei o que imaginei que seria resolvido em 30 minutos no MÁXIMO. Repeti a fala uma, duas, dez, cincoenta, 100 vezes, 200 vezes... cinco horas depois, conseguimos escolher a melhor tomada.

Eu fiquei um bagaço, depois de 3 horas já estava no limite, sabe o que é você repetir a mesma frase com sorriso no rosto e manter a animação, dificil! O suor escorria tinha que parar, secar, ficar no mesmo local, ergue mais o braço, ergue menos o braço, olha mais para esquerda, olha para direita, sorria, mantenha o ritmo, Luz - Câmera - Ação, olha.... não foi fácil. Quase me ocorreu jogar tudo para cima. Mas o pessoal falou que era normal! Para mim, não tem nada de normal.

Ficou a lição, e hoje quando vejo um comercial de 30 segundos ou 60 segundos ou um ator de teatro com uma fala enorme sem erros e na tv uma fala gigante que você percebe que não tem corte... olha, meu maior respeito a esses herois.

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Vamos combinar que?


É interessante como de tempos em tempos surgem algumas frases ou palavras, ou chavões que dominam as conversas. Não sei de onde vem e nem quem as criam, mas elas pegam e infestam o nosso cotidiano. E quando menos percebemos, até quem não gosta está falando e repetindo.

Não sou avesso a falar de acordo com o que está sendo usado no popular mas, tem horas que esses “populismos” da língua vão ao extremo e em uma conversar com 2 sentenças elas são repetidas a exaustão.

O chavão do momento que virou um vício de linguagem é falar “vamos combinar que” antes de você declarar algo!

Porque temos que “combinar” algo? Eu não quero ficar combinando as coisas. Eu não acho que antes de todas as declarações você deva chegar e dizer... –“Vamos combinar que tomar chuva é um saco” ou –“Vamos combinar que horário de verão é legal!” ou –“Vamos combinar que carne de panela é bom.”

Sabe, esse tal de “vamos combinar que” está entrando para o rol dos: “A nível de” – “Tipo assim” – “Enquanto pessoa” – “Primeiramente”.
Enfim, ficar combinando as coisas não é legal, é melhor você ter opinião própria e se a outra pessoa achar por bem concordar com você então beleza, está combinado.


segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Príncipe Encantado.


“As flores coloriam o gramado e as flores do campo se enchiam de abelhas, quando surgiu montado em um cavalo branco ele, que rumava em direção de sua amada. Ela toda de branco, se protegia do sol com uma sombrinha branca. Ela atravessou a ponte que os separavam e com trombetas tocando seguiu ao encontro do seu grande amor. Ele declarou seu amor cantando uma linda canção e assim, ela se uniu ao seu príncipe após 15 anos de espera.”

O texto acima poderia ter sido retirado de qualquer romance ou revista do estilo “Sabrina”, mas não foi. Hoje, domingo dia 10 do 10 de 2010 as 10 e 10 da manhã fui ao casamento de um amigo e lá presencie a cena acima. Foi emocionante, porque tudo foi feito de forma simples e sem pompas e acima de tudo. Foi feito para eles e não para mostrar para aos outros.

No mundo de hoje onde os relacionamentos estão cada vez mais superficiais, onde as pessoas se unem e se separam como trocam de roupas. Essas expressões de crença na união sincera e comprometida estão cada vez mais raras.

Hoje refleti essa questão e quero que meus amigos aqui também reflitam.

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

E para o povo Brasileiro.


Pensando no resultado das eleições eu imagino. Quantos blogs hoje estão abordando esse assunto e claro que eu não preciso falar nada. Todos já esgotaram o assunto ao extremo. Uns para o Serra, outros para a Dilma e muitos pela performance da Marina.

Minha opinião é (1 minuto de silêncio)!

Não sou um cara político. Alias, todos nós somos seres políticos, todavia não sou da politicagem. Em algum momento da vida da gente pode acontecer de nos envolver em algum tipo de política. Nem que seja no condomínio do prédio. No centro acadêmico da faculdade. Na comissão de formatura e tantas outras expressões políticas. E você percebe a cáca que fez.

Isso tudo é um lixo! Porque a vaidade e a ganância pelo poder move os homens.

Então eu quero falar neste post de hoje sobre algo muito mais importante! Então segue:

blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá blá.
e

Espero que tenham aproveitado o assunto.

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Miami Beach III


O circo estava armado... meus amigos brigando na pista de dança, o garçon cobrando a conta, todos bêbados e a polícia chegando! Foi quando o Mexicano me perguntou o que estava acontecendo e eu disse: O gerente está duvidando da nossa capacidade de pagar essa conta. Eles querem nos colocar para fora. Nunca tinha visto um mexicano ficar tão afrontado. E eu servindo de tradutor para o gerente que já estava do nosso lado.

O Mexicano não se deu por rogado! Sacou do bolso um pacote de notas de U$100,00 enroladas com um elástico e contou 7 delas e entregou na mão do gerente. E ainda bravatou: - Nós não somos caloteiros não. E eu concordei com ele e falei para o gerente pegar o dinheiro porque íamos embora.

Nesse momento, tudo meio embaçado, comecei a ver luzes de lanternas vindas em nossa direção. Uma, duas e três luzes se aproximavam e policiais estavam segurando as mesmas e já foram perguntado:

- Who speaks english here?

Eu falando bem “mole” disse aos policiais, que éramos turistas, que estávamos somente tentando nos divertir, que a situação tinha ficado fora do controle porque um dos nossos amigos foi paquerar uma moça que estava acompanhada. Daí o motivo da briga.

Eles foram muito legais e pediram para que saíssemos e voltássemos ao hotel. E todos concordaram que já era hora de ir embora. Quando chegamos do lado de fora, umas 5 viaturas de polícia com suas luzes azuis e brancas piscando nos esperada do lado de fora.

Os mexicanos pegaram sua BMW (mesmo bebados) e chamamos um taxi para completar a lotação e seguimos escoltados pela polícia até o hotel que estávamos ficando. Chegamos ao hotel e ainda demos muitas risadas e continuamos nos divertindo muito aquela noite. Até que fomos dormir. E eles prometeram aparecer no dia seguinte.

Acordamos com muita ressaca. Mas tínhamos feito dois bons amigos e divertidos. Durante aquele dia eles não deram as caras. E tínhamos um telefone deles que não respondia. Ligamos naquele dia e no próximo e os dois simplesmente desapareceram.

Eu iria sair por três dias para ir até Orlando para os parques da Disney, e parte da turma iria ficar no hotel e eu os veria quando voltasse de Orlando. Mas ainda me intrigava o fatos dos dois rapazes simplesmente terem desaparecido.

Quando voltei de Orlando encontrei a turma. E nem bem terminei de dar oi, eles me disseram:

-Marcão, você não sabe o que aconteceu aqui! Os mexicanos vieram aqui assim que você foi para Orlando. Bem eles são empresários mexicanos e naquele dia o México entrou em uma crise econômica e eles tiveram que voltar às pressas para lá, pois os bancos estavam confiscando o dinheiro dos clientes (algo que vimos acontecer aqui com o Collor) e eles disseram que tinham mais de dois milhões de dólares investidos.

Enfim, eles não poderiam continuar em Miami, mas deixaram um presente para cada um de nós, o cartão de visita deles com telefones de contato e a conta de hotel paga durante toda nossa estadia lá.


Claro que tudo passou por nossas cabeças, mas eles eram do bem. Estavam se divertindo de férias e nada melhor que acompanhar seis brasileiros “duros” e fazer a festa com eles. Até rolou certo “affair” de um deles com uma das meninas, mas coisa normal de “ficantes”.

E assim essas “férias” foram totalmente fora do comum de tudo que poderia esperar.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Miami Beach II


Saí de Bogotá as 5hs da manhã rumo a Miami, a viagem foi rápida e ao chegar nos USA segui para Miami Beach. Miami Beach tinha acabado de passar por um processo de revitalização e a maioria dos prédios tinham sido pintados no estilo que marcou os anos dourados de Miami Beach, o Art Deco. O que eu poderia resumir como: “tinta texturizada colorida, aplicada com rolo em toda a parede e até nos interruptores”. Meio simplista, mas o impacto é legal.


Miami Beach tinha muitos hotéis a preços muito baixos, existia até que uma disputa pela ocupação, e um quarto poderia ser fechado por semana por cerca de U$100,00. Quem conhece Miami Beach vai entender o que estou falando. O Lincoln Road era um deserto, poucas lojas funcionando e não tinha nada a ver com o glamour que é hoje.

Ficamos num hotel beira mar, muito grande e a quantidade de velhinhas que circulavam era incrível. Nesse hotel encontramos com outros brasileiros que também haviam feito o “esquema” de viagem pelos dólares e logo ficamos todos amigos, até porque, do nada apareceu uma garrafa de pinga para auxiliar na união.

Enquanto bebíamos na piscina do hotel, dois mexicanos que estavam por ali viram a animação e foram se aproximando do nosso grupo que estava composto por 3 homens e 3 mulheres. Logo se enturmaram e dávamos boas risadas, pois esse era o nosso único compromisso. Bebemos umas 2 garrafas de pinga e improvisamos umas caipirinhas. Estava muito calor e posso dizer que não queria outra vida.

Uma coisa eu tinha que ficar muito atendo, que era a questão de grana. Eu estava viajando com o dinheiro contado e não poderia ficar ali na dureza e teria ainda mais alguns dias pela frente. Mas para quem já tinha feito o trem da morte àquilo era o paraíso.

Os Mexicanos conheciam bem Miami e ao final da tarde estávamos enturmados como amigos de infância. Eles nos convidaram para sair à noite para uma Boate e todos sem exceção toparam.

Combinamos o horário e eles disseram que viriam nos buscar. Na realidade eles estavam encantados com as três brasileiras que estavam conosco. Elas também estavam no esquema dos dólares e eram muito bonitas. O que deixou os Mexicanos doidos para conhecê-las melhor.

As 20hs em ponto os dois apareceram no hotel. De banho tomado e todos arrumados e bem vestidos. Perguntamos aonde iríamos e eles disseram para não nos preocuparmos. Eles disseram que estavam de carro e iriam fazer duas “viagens” para levar todo mundo, pois não iríamos caber todos de uma vez.

Na porta do hotel tinha uma BMW preta novinha e esse era o carro deles. Todos nós nos entreolhamos e percebemos que os caras não eram “fracos”.

Quando chegamos à boate, era um misto de boate e restaurante e adega. Eles me disseram que naquele lugar o presidente do USA tinha ido jantar e tomado uma garrafa de vinho de U$ 50.000. Logo me veio à mente. “To ferrado” não vou poder nem tomar água aqui dentro.

A mesa estava feita, éramos em 8. O mexicano se adiantou ao garçon e pediu. Uma garrafa de Whiskey! Fui checar o preço U$ 220,00!



Claro que uma garrafa em oito não seria um estrago, mas essa garrafa secou rapidamente e logo veio a segunda e a terceira garrafa já não abaixava tão rápida, pois todos já estavam veio “altinhos”. E a conta também! U$ 660,00 em três garrafas de Whiskey e 8 latinos bêbados em um dos lugares mais caros de Miami Beach. Dançando e agitando toda boate.

Quando o garçon chegou para mim (que era o único do grupo que falava inglês) e disse:

- Mr. The manager wants you to check the drinks now! (o gerente queria que pagássemos aquelas bebidas). Nós teríamos que pagar toda aquela conta se quiséssemos continuar lá. Nesse exato momento uma briga começou no meio do salão e eu disse ao garçon:
- Why dont´t you worry about the trouble makers? (Porque não se preocupa com os arruaceiros)

- Sir, those are your friends! We called the police!(Senhor, eles são os seus amigos, nós já chamamos a polícia).

Foi ai que percebi que a coisa estava pegando.... (continua)

sábado, 18 de setembro de 2010

Miami Beach I


O Brasil passou por momentos que se hoje contarmos para alguns pode parecer uma coisa de louco. Na realidade pode até parecer mentiroso, mas muitas pessoas que lerem esse post poderão lembrar-se dessa época.

Nós vivemos uma época que a economia era uma loucura. Inflação de 3% ao dia, deixar dinheiro na carteira era mesma coisa que rasgar dinheiro. Usava-se cheque de forma indiscriminada, até para pagar um maço de cigarros.



A única moeda que dava um sentido a estabilidade econômica ou a um referencial de valor era o dólar. Então você poderia manter o referencia de quanto algo valia se mantivesse o preço em dólar na sua cabeça.

Mas o dólar subia desesperadamente todos os dias. Mas se uma coca-cola custava U$ 2,00, amanhã também custaria e assim por diante. Mas em cruzeiro um dia era Cr$ 500,00 no outro dia Cr$ 515,00 e no outro Cr$ 535,00. Loucura total.

Para manter o referencial você comprava dólares, quando recebia seu salário, parte deixava aplicado no banco (o chamado over night) e para uma reserva especial, você mantinha uns dólares. Mas não pense que se comprava dólar com facilidade. Tinha o preço do dólar oficial e o preço do dólar paralelo. Cada pessoa somente poderia comprar dólares pelo preço oficial um limite de U$ 1000,00. No paralelo o preço do dólar dobrava de valor.

Algumas agências de turismo faziam às vezes de agência de câmbio, o que não era permitido também. Porque compra e venda de moeda estrangeira somente estava autorizado pelos Bancos. Mas essas agências faziam o seguinte. Pegavam seu passaporte, lhe davam uma passagem para Miami, e dos U$ 1000,00 que você poderia comprar você somente comprava U$ 400,00 pelo cambio oficial. Alguém aqui tem dúvida que eu não entrei nessa???

Eu não tinha nada a perder, iria ficar 10 dias em Miami, não iria pagar a passagem, mas em contra partida somente iria levar U$ 400,00 e uns U$ 200,00 pelo preço do paralelo. Mas naquela época se você trouxesse um vídeo cassete que custava U$ 200,00 poderia vendê-lo aqui por U$ 800,00.

Para fechar a conta, vamos lá, eu ficaria 10 dias de graça nos USA. Você toparia?

Um amiga e o irmão dela toparam fazer o “esquema” o que iria deixar a estadia ainda mais em conta porque iríamos dividir o hotel em três.

A passagem aérea era pela Avianca, e teríamos que pernoitar em Bogotá. Uma oportunidade a mais para conhecer um país diferente. Chegaríamos de dia e o vôo para Miami seria somente na manhã seguinte. Legal dar um role na noite de Bogotá, na época a mais perigosa cidade para se viver na América Latina por conta do tráfico de droga.



Embarcamos para nossa viagem e quando chegamos a Bogotá um agente da Avianca já nos orientou: - Señores, tiene una buseta esperando para llevarlos al hotel.

A primeira pergunta que eu fiz: - Mas vão caber todos dentro de uma só?

Aquela noite em Bogotá foi pitoresca. Fomos orientados a não deixar nada de valor no Hotel e também não deveríamos levar nossos passaportes se saíssemos à rua. Acompanharam? Não era seguro deixar nada no hotel e nem tampouco levar conosco. O que não nos impediu de conhecer o centro de Bogotá, muito agitado até tarde da noite e patrulha da policia fazendo batidas policiais em todas as esquinas.

Não fosse essa viagem permeada de novidades o que iria nos acontecer em Miami naqueles dias seguintes era algo inacreditável..... (continua)